SÉRGIO REIS: “AMPARO DA FAMÍLIA É VITAL PARA QUEM PRECISA VENCER AS DROGAS”

O uso de drogas lícitas e ilícitas na infância e na adolescência é um dos temas que mais preocupam as autoridades de saúde no Brasil, sobretudo devido ao avanço desenfreado do crack, uma droga considerada barata e mais acessível, mas de efeitos devastadores sobre a vida e a saúde da população. Acostumado a lidar com dependentes de drogas e álcool nos projetos sociais que apoia no estado de São Paulo, o deputado federal Sérgio Reis (PRB) tem uma visão bastante clara sobre o assunto, e sustenta que “o amparo da família é vital para quem precisa vencer as drogas”.

O assunto foi tema de uma audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, nessa terça-feira (26), com o secretário nacional de políticas sobre drogas, Vitore André Maximiano; o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras drogas, do Ministério da Saúde, Roberto Kinoshita; e o representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, João Paulo Lotufo. Na oportunidade, Sérgio Reis deu um testemunho pessoal sobre os efeitos nocivos de uma droga lícita. “Meu pai fumou ao lado da minha mãe por mais de 50 anos, e ela, como fumante passiva, foi quem morreu de enfisema pulmonar!”, declarou, acrescentando que a família precisa ficar atenta ao comportamento das crianças, dos jovens e dos adolescentes.

Para o representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, a prevenção é a forma mais eficaz de combate às drogas. João Paulo Lotufo, que atua há mais de 20 anos nessa área, ressaltou que o coma alcoólico, por exemplo, é hoje uma das grandes causas de mortes entre jovens e adolescentes, enquanto o uso da maconha leva a surtos psicóticos. As drogas lícitas, segundo ele, são a porta de entrada para as drogas ilícitas, como a cocaína, e precisam ser fortemente combatidas. Como medida radical de prevenção, ele defende que a política de restrição ao tabaco seja usada também em relação ao álcool. “A informação negativa precisa estar sendo dada diariamente. E tem que haver também a proibição da propaganda, a proibição da venda pública e a restrição ao uso”, alerta.

Já o secretário nacional de políticas sobre drogas afirma que o problema só será combatido de maneira eficaz se houver uma ação articulada entre os vários segmentos da sociedade. Vitore Andre diz que muito está sendo feito, mas aponta como principais problemas e desafios o uso precoce de drogas, que gera um risco emocional ao usuário; o uso abusivo de drogas associado à vulnerabilidade social, que expõe usuários a extremos Riscos; e o uso abusivo de drogas em si.

Críticas ao governo

Durante o debate, membros da comissão de Seguridade Social e Família criticaram severamente o posicionamento do coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras drogas, do Ministério da Saúde, Roberto Kinoshita, que pôs em dúvida a eficácia das ações de prevenção. De acordo com os parlamentares, o governo federal é que tem sido ineficiente no combate às drogas. Eles aproveitam para citar casos em todo o país de entidades sociais que atuam com sucesso na recuperação de dependentes químicos, muitas delas ligadas à igreja.

 

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