SÉRGIO REIS DESTACA ATUAÇÃO DO HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS

O deputado federal Sérgio Reis (PRB-SP) participou nessa terça-feira (25) de um amplo debate realizado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados sobre o combate ao câncer no Brasil. Há 21 anos ajudando a arrebanhar o apoio de artistas em prol da luta contra a doença em São Paulo, o parlamentar fez uma defesa enfática do Hospital do Câncer de Barretos, considerado hoje uma referência internacional em oncologia.

Sérgio Reis se disse impressionado com a dedicação do diretor do Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, que herdou do pais médicos a paixão pelo trabalho social. Ele ressaltou que o hospital atende a milhares de pacientes oriundos de todas as regiões do País “de graça”. Além da sede em Barretos, o HC tem uma unidade em Porto Velho (RO), onde está sendo construído o Hospital de Câncer da Amazônia, e outra unidade em construção no estado de Sergipe.

Convidado a falar sobre o tema, Henrique Prata disse que o governo precisa rever a lei que concedeu benefícios fiscais para os chamados “hospitais de excelência”, que hoje contemplam cinco unidades de São Paulo e uma do Rio Grande do Sul. Segundo ele, esses hospitais privados têm benefícios de R$ 1 bilhão por ano, enquanto o seu hospital recebe menos da metade dos recursos necessários, atendendo apenas o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Quando existe a humanização, a sociedade cumpre o papel dela. Nós arrecadamos quase quatro milhões (de reais) por mês em Barretos em doações de cinco, dez, vinte reais. O dinheiro para se tratar câncer em cada estado é dinheiro de pinga. Resolve-se o problema de cada estado com cinquenta milhões. Eu vejo que a falta de recurso ocorre porque falta coragem para enfrentar os poderosos, porque o recurso existe, mas é mal distribuído, é para os amigos do Rei. Esta é a minha indignação!”, desabafou Henrique Prata.

O diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Paulo Eduardo de Mendonça, por sua vez, apresentou uma previsão nada otimista em relação à doença. Segundo ele, uma em cada três pessoas deverá desenvolver câncer. Ele ressaltou que o câncer tem uma série de causas, entre elas o aumento do tempo de vida da população e até a obesidade, mas apontou outras dimensões do problema.

“A matriz industrial e a concentração industrial no Brasil têm a ver com o câncer. As grandes metrópoles com 6 milhões, 20 milhões de habitantes; e a estrutura de transporte que nós possuímos, público, de baixa intensidade e densidade, muito uso de automóveis particulares, tem a ver com o câncer”, afirmou.

O diretor do Inca previu que o câncer será a principal causa de morte no Brasil em 2020. Um dos problemas mais graves hoje, segundo ele, é que 60% das pessoas são diagnosticadas em estágio avançado. Ele citou que 21% das mulheres de 25 a 64 anos no Brasil não fizeram exames preventivos de mama ou colo do útero nos últimos três anos. Em Roraima, por exemplo, o diagnóstico da doença dura em média oito meses.

A representante do Ministério da Saúde, Heide Gauche, afirmou que o programa relativo aos hospitais de excelência já está sendo revisto em relação aos critérios de participação. Ela reconheceu, porém, que outra fonte importante de recursos, o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica, teve um corte orçamentário grande neste ano, e pediu apoio dos deputados com as emendas parlamentares impositivas ao orçamento da União.

Heide disse ainda que está sendo feito um recadastramento dos 283 hospitais habilitados na área de oncologia. A ideia é reduzir a fragmentação do atendimento e focar no diagnóstico. Segundo ela, serão comprados 80 novos equipamentos de radioterapia até o final do ano.

Com Agência Câmara de Notícias

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