DEPUTADO APOIA LIBERAÇÃO DO USO DA FOSFOETANOLAMINA

O uso da substância conhecida como fosfoetanolamina, de combate ao câncer, vem mobilizando especialistas e autoridades em todo o país, e gerando muita polêmica. Nesta quinta-feira (12), a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados reuniu especialistas, pesquisadores, representantes do governo e de familiares e amigos de portadores de doenças graves para debater o assunto. Na oportunidade, o deputado federal Sérgio Reis (PRB-SP) deu um testemunho sobre vários casos de pessoas curadas do câncer a partir do uso da substância, e cobrou do governo agilidade no processo de análise das pesquisas sobre o medicamento.

Sérgio Reis disse que conhece várias pessoas que foram curadas a partir do uso da fosfoetanolamina e também de outra substância em estudo numa universidade do Ceará, de nome ainda não revelado. Segundo ele, muitas pessoas já desenganadas dos médicos tiveram o acesso a essas novas substâncias e venceram a doença. “A fosfoetanolamina é uma realidade, é fruto de um trabalho sério de pesquisa, não é brincadeira. Isso não pode ser ignorado pelas nossas autoridades de saúde, porque o povo está morrendo de câncer”, declarou.

Os parlamentares criticaram duramente a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pela burocracia e lentidão no processo de análise das pesquisas sobre a substância. O pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice, que desenvolveu e patenteou a substância quando trabalhava como professor da Universidade de São Paulo, na cidade de São Carlos (SP), disse que procurou o órgão há quatro anos para dar início ao processo que poderia liberar a droga para o tratamento de câncer.

A superintendente de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Meiruze Souza Freitas, por sua vez, argumentou que o Brasil respeita os protocolos internacionais para análise de medicamentos e que o órgão não recebeu as informações necessárias a respeito do produto.

A fosfoetanolamina teve sua distribuição proibida por decisão judicial até que seja liberado pela Anvisa, e agora está sendo alvo de estudos num grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde. O grupo conta com representantes da Anvisa, do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e da Fiocruz. Para contribuir também com o debate, a Comissão de Seguridade Social e Família deve criar uma subcomissão para acompanhar as ações do grupo de trabalho. O objetivo é apressar as etapas de aprovação e desenvolvimento clínico do medicamento.

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