HOSPITAL DO CÂNCER DA AMAZÔNIA É TEMA DE REUNIÃO COM MINISTRO

O deputado federal Sérgio Reis (PRB-SP) participou na tarde desta quarta-feira (4), em Brasília, de reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, para discutir a implantação do Hospital do Câncer da Amazônia, que está sendo construído em Porto Velho, por meio de um esforço conjunto entre o Governo do Estado de Rondônia e a direção do Hospital do Câncer de Barretos, representado pelo diretor Henrique Prata. O encontro contou também com a participação do governador rondoniense Confúcio Moura, do senador Valdir Raupp e de deputados de vários estados.

O principal objetivo da reunião foi discutir a destinação de um acelerador linear para tratamento do câncer no estado de Rondônia. De acordo com o Plano de Expansão da Radioterapia do SUS (Sistema Único de Saúde), um acelerador está destinado ao Hospital de Base, também situado na capital Porto Velho. No entanto, o diretor Henrique Prata argumenta que já há um entendimento com o Governo do Estado para que o equipamento seja repassado ao Hospital do Câncer da Amazônia, que ainda está em construção, mas que, uma vez pronto, terá todas as condições para o tratamento eficaz da doença.

Henrique Prata argumentou que atualmente a região Norte envia mensalmente milhares de pessoas a Barretos para o tratamento do câncer. Com a nova unidade de Porto Velho, todo o contingente de pacientes que hoje precisa se deslocar centenas de quilômetros de ônibus ficará no estado, e terá as mesmas condições de tratamento que o oferecido em São Paulo. “Esse projeto (do Hospital do Câncer da Amazônia) é estratégico não só para Porto Velho, mas para toda a região Norte, por isso é um investimento tão importante”, defendeu Prata.

Sérgio Reis, por sua vez, ressaltou que já esteve por várias vezes em Rondônia participando de shows e ações beneficentes para angariar recursos para o hospital e que considera o projeto um dos mais arrojados do país tocados pela iniciativa privada. Ele elogiou o empenho e dedicação de Henrique Prata no projeto e disse não ter dúvidas do avanço que representará para o Brasil a implantação do Hospital do Câncer da Amazônia em Rondônia.

Ao ouvir o apelo dos parlamentares e do governador Confúcio Moura, o ministro Marcelo Castro declarou que o Ministério da Saúde está empenhado em resolver o problema o mais urgente possível, porém esbarra na burocracia, uma vez que o parecer da Controladoria Geral da União (CGU) é contra o procedimento de mudança na destinação do acelerador linear. Além do mais, argumentou o ministro, a concessão ao estado de Rondônia abriria um precedente para que outras unidades de saúde e outros entes da Federação fizessem o mesmo pleito em relação ao Plano de Expansão da Radioterapia. Mas acrescentou: “Se a questão é justa, por que não mudar?”

O ministro ainda reclamou da situação financeira do seu ministério. Segundo ele, o MS vai fechar o ano com um déficit orçamentário de R$ 3,6 bilhões. A luta agora, declarou, é para evitar que esse déficit venha aumentar, e assim prejudicar os serviços prestados na área da saúde em todo o país.

 

 

 

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Fale com o Serjão

Deixe aqui sua mensagem para o Serjão

Enviando

©2017 Sérgio Reis

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?